12/07/2017
Restaurados através do perdão
Nossas famílias precisam experimentar o amor verdadeiro, o amor que encobre multidão de pecados
Solimar Coelho

Todos nós já ouvimos a história de Abraão. O milagre do nascimento de Isaque. De como Deus escolheu uma mulher para Isaque e a família que constituiu com Rebeca, tendo dois filhos, Esaú e Jacó (Gn 12-25). Mas como a nossa família, a de Isaque também não era perfeita. “Cresceram os meninos. Esaú tornou-se perito caçador. Jacó, homem sossegado e habitava em tendas. Isaque, que tinha gosto pela caça, amava a Esaú, mas Rebeca amava a Jacó” (Gn 25.27-28).

Aqui inicia o maior problema dessa família, a predileção. Quando Isaque já estava velho, chamou seu filho Esaú e lhe disse: Toma as tuas armas. Sai ao campo, caça e faz para mim um guisado, para que eu coma e te abençoe antes que eu morra. Rebeca, que estava escutando, rapidamente chama seu filho Jacó, conta para ele o que o pai havia dito e ela mesmo prepara um guisado. Camufla Jacó e o envia a seu pai, que mesmo desconfiado, após comer, profere a bênção sobre a vida de Jacó. Depois que Isaque acabou de abençoar Jacó, chega Esaú. Jacó pergunta: quem és tu? Ele responde: Sou teu filho primogênito, Esaú. Isaque estremeceu, pois viu o que tinha feito. Esaú bradou com grande amargo e disse: Abençoa-me também, meu pai. Jacó respondeu: Teu irmão com sutileza tomou a tua bênção. E Esaú passou a odiar seu irmão (Gn 27.1-41).  

Mas a misericórdia de Deus é grande, através da bênção recebida, Jacó prospera, Deus o abençoa, e ele tem um encontro com Deus, um encontro que não só mudou o seu nome de Jacó para Israel, mas um encontro do perdão. Levantou os olhos e viu Esaú. Já não havia temor, ele se inclina diante de Esaú, reconhecendo seu erro. Esaú corre ao seu encontro, abraça-o, lança-se ao seu pescoço e o beija. E eles choraram (Gn 32.1-4). Há perdão, há restauração.

Nossas famílias precisam experimentar o amor verdadeiro, o amor que encobre multidão de pecados (I Pe 4.8). Que possamos ser uma família que cuida um do outro, sem preferências, sem distinção. O problema não era os filhos, o problema estava nas atitudes dos pais. Precisamos entender que cada filho tem sua personalidade própria e que, como pais, não podemos amar mais a um em detrimento do outro. Temos de amá-los da maneira que são, pois nunca devemos esquecer que: “Os filhos são herança do Senhor...” (Sl 127.3). Precisamos ter zelo ao cuidar da herança que Deus nos entregou, pois um dia teremos de prestar contas a Deus, sobre cada um deles.  

Solimar Coelho é colunista do caderno Voz de Mulher

 

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