19/01/2018
A casa do Pai
O Pai anseia por nós. Ele quer nos restaurar
Luana Marino

“Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15:10)

Leitura: Lc 15.11-32

A parábola do filho pródigo é um dos textos exclusivos do Evangelho de Lucas. Nela, Jesus narra a história de um homem que tinha dois filhos e viu o mais novo lhe pedir sua parte na herança.

O que chama atenção neste texto é o que Jesus diz em seguida: e ele lhe repartiu os haveres (Lc 15.12). Não vemos aqui o pai argumentar com o caçula que ainda era cedo para receber sua parte da herança, ou mesmo alertá-lo sobre o perigo de uma administração errada.

Não. Ele simplesmente deu ao filho o que era seu por direito, sem questionar os motivos daquela decisão tão repentina.

Muito se fala sobre o filho nesta parábola, mas a atitude do pai é a mais intrigante, e esta história muito nos revela sobre o agir de Deus. Ele sabia que aquela decisão traria consequências drásticas para o filho, mas ainda assim não o impediu de viver aquela experiência.

Somos livres para fazer nossas escolhas, porém também é preciso ter ciência de que elas podem gerar frutos para a eternidade. Naquele momento, o pai sabia que o filho não estava sendo sábio, mas não o impediu. Afinal, ele até aquele momento vivia na casa do pai, conhecia a rotina, o cuidado, o trabalho. Mas quis viver “sua própria vida”. 

A história segue e, como sabemos, o filho desperdiça seu dinheiro a tal ponto de desejar comer a comida que era dada aos porcos. Ali, então, ele se lembra da casa do pai. Mais: ele se lembra da justiça de seu pai com seus empregados e de como eles estavam melhor do que ele, o herdeiro, naquele momento.

E então o filho se arrepende de ter deixado aquele lar e decide voltar. No coração, apenas o desejo de ser recebido como um dos empregados, pois sabia que tinha rejeitado a casa de seu pai e não se sentia digno de ser chamado de filho.

Mas para um pai que vê o filho perdido voltar, não há felicidade maior! E assim é o nosso Deus. O texto no versículo 20 mostra que foi o pai quem avistou o filho primeiro, quando este ainda estava longe, e correu ao seu encontro. Meu filho voltou!

Este é o nosso Deus. Um Deus que anseia pelo pecador arrependido. Um Deus que não nos impede de fazer nossas próprias escolhas, embora esteja sempre pronto a nos dizer qual é o caminho a ser seguido. Um Deus que nos recebe de braços abertos e restitui o que foi perdido.

Mesmo se você tiver tomado a decisão errada e hoje se encontra longe da presença do Pai, saiba que ele continua no mesmo lugar, à porta, olhando e esperando ansiosamente por sua volta. Porque Ele te ama!
 

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