07/05/2018
O primeiro passo
O mais importante é vencer o nosso orgulho, reconhecer nosso erro e tomar a atitude de procurar a outra parte
Solimar Coelho

Dar o primeiro passo nunca é fácil. Nos relacionamentos, sejam eles entre cônjuges, pais e filhos ou amigos, sempre temos dificuldades em dar o primeiro passo, reconhecer que erramos ou obedecer o que Jesus nos ensinou (Mt 5.23, 24). O primeiro passo sempre é difícil, será necessário vencer a nós mesmo para fazer a coisa certa.

Certo homem tinha dois filhos, o mais moço pediu ao pai a parte dos bens que lhe pertencia, e o pai repartiu entre os dois. Passados alguns dias o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra distante. Ali viveu dissolutamente e gastou tudo o que possuía vindo a passar necessidades. Procurando ajuda, foi enviando ao campo para apascentar porcos. Ele desejava comer a comida dos porcos mas ninguém lhe dava nada. Então caindo em si, lembrou da abundância de sua casa. Ele decide voltar para casa, para pedir perdão ao pai e trabalhar como um de seus servos. Então, levantando-se, foi. “Quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se ao pescoço, o abraçou e o beijou” (Lc 15.11-20).

Provavelmente durante a caminhada, aquele jovem ficou treinando as palavras que diria a seu pai. Pode ser que pensasse que seu pai não o aceitaria. Uma coisa era certa, pediria perdão, reconheceria seu erro, e estaria disposto a receber o que seu pai lhe oferecesse, já não precisaria ter lugar de filho, se contentaria em ser um dos servos.

Mas a história foi diferente. Seu pai o aguardava. Provavelmente em seu coração nunca perdera a esperança do retorno de seu filho. Acredito que seus olhos sempre estavam voltados para a estrada. Naquele dia não foi diferente, e quando o avista, sai correndo, o abraça e beija, como sinal de amor e perdão (Lc 15.11-20). 

Se observarmos, ambos deram o primeiro passo. O filho deu o primeiro passo em reconhecer seu erro, e tomar a atitude de voltar para casa. E o pai deu o primeiro passo de correr, ir ao encontro do filho, abraçar e o beijar. Nós também precisamos dar o primeiro passo. Muitos estão com seus relcionamentos em pedaços. Já não sabem o que fazer para consertar o que foi quebrado. Esse texto nos ensina que sempre haverá alguém nos esperando de braços abertos. O mais importante é vencer o nosso orgulho, reconhecer nosso erro, e tomar a atitude de procurar a outra parte. O pai poderia ter ficado magoado, não aceitar seu filho de volta. Mas, em vez disso, ele o recebe com alegria, coloca-o no lugar que era dele, e convida a todos a festejarem, pois seu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado (Lc 15.24).   

Como esse filho, é hora de se levantar, ir ao encontro daquele a quem você ofendeu, reconheça seu erro, peça perdão. E você que se sente ofendido, abra os braços, receba com alegria, festeje a vitória do perdão, festeje a vitória da reconciliação. E ambos poderão desfrutar de um novo relacionamento.

O primeiro passo é o início, outros deverão ser dados, um de cada vez. Mas o amor supera qualquer obstáculo, e quando decidimos amar e perdoar, sempre estaremos dispostos a caminhar juntos e a reescrever a nossa história de maneira diferente. Que tal hoje você decidir dar o primeiro passo? Que tal reconhecer que errou e ir ao encontro daquele que você magoou? Que tal abrir os braços e num abraço apertado, ainda que sem palavras você diga eu errei, me perdoe, eu te amo! 
                                                                                                      
Solimar Coelho é colunista do caderno Voz de Mulher e escreve sobre família

 

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