20/09/2016
Adoração Musical x Sentimentalismo
A eficiência da adoração pode ser ameaçada quando a emoção é reduzida ao sentimentalismo
André Santos

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A eficiência da adoração musical pode ser ameaçada mais perigosamente quando a emoção é reduzida ao mero sentimentalismo – emoção superficial, ou emoção não baseada na realidade.

Os seguintes elementos são alguns dos sintomas que indicam que o sentimentalismo é uma força motivadora no programa musical de uma igreja:

1- A tendência de usar demasiadamente certos hinos e canções favoritas.
2- A falta de relacionamento entre a música e o resto do culto em que ela é cantada ou tocada.
3- A impossibilidade de cantar “na medida” da plena teologia e experiência da igreja.
4- A resistência às novas seleções musicais, bem como as novas formas de músicas.


O sentimentalismo é alimentado por dois significados da música sacra, que a não ser este percalço, são válidos:

1- Prazer (apreciação da música favorita triunfa sobre significados palpáveis)
2- Definição de identidade (O hino sentimental favorito se torna tradição)


A reação emocional é IMEDIATA; ocorre logo que uma melodia familiar (ou mesmo uma certa qualidade de som musical) é ouvida, fazendo lembrar associações anteriores.

O processo mental de assimilação do significado do texto leva mais tempo e, infelizmente, muitos adoradores nem esperam que a mente se engrene. Pode ser dito que todas as pessoas ocasionalmente são emocionais e que as culturas americana e brasileira são peculiarmente “sentimentais”. Talvez haja, e possivelmente deve haver na vida da igreja lugar para os hinos sentimentais favoritos de todo mundo. Contudo a adoração, comunhão e evangelização devem alcançar os seus alvos mais elevados, precisam ser servidas primordialmente por músicas escolhidas devido a razões mais significativas.

Que possamos em nossas ministrações sermos conduzidos pelo Espírito Santo, que não seja feita a nossa vontade, mas a vontade do Pai, que o querer e o efetuar seja do Espírito Santo na vida da igreja e não as nossas preferências.

Que sejamos apenas instrumentos nas mãos daquele que nos criou.

André Santos é músico profissional e líder do Ministério Herança

 

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