11/01/2019
Profundidade
Quando decidimos ser uma pessoa melhor, deixar de ser quem nós somos, Deus começa a nos revelar outro nível de profundidade
Redação CPIMW

 

Então Jacó orou: “Ó Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: ‘Volte para a sua terra e para os seus parentes e eu o farei prosperar’; não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas. Livra-me, rogo-te, das mãos de meu irmão Esaú, porque tenho medo que ele venha nos atacar, tanto a mim como às mães e às crianças. Naquela noite, Jacó levantou-se, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos para atravessar o lugar de passagem do Jaboque. Depois de havê-los feito atravessar o ribeiro, fez passar também tudo o que possuía. E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer.
[Gênesis 32:9‭-‬11‭, ‬22‭-‬24 NVI]

Vivemos a era da superficialidade. Os relacionamentos são superficiais. O conhecimento é superficial. Mas o pior de tudo é que a espiritualidade também se tornou superficial. Se viesse uma perseguição aos cristãos hoje no Brasil, como sobreveio à igreja de Jerusalém no primeiro século, quantos cristãos sobreviveriam firmes e convictos em sua fé? Vivemos a era da modernidade líquida. Esse termo foi desenvolvido por Zygmunt Bauman, sociólogo polonês. Esse conceito define essa era como: “Um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível". Uma sociedade contemporânea, onde emergem o individualismo e a efemeridade das relações. Tempos líquidos, sem forma, onde nada é feito para durar. Alguns sociólogos já definem essa era como a era do vapor.


A IGREJA SEMPRE FOI DESAFIADA A PREGAR E VIVER UM EVANGELHO CONTRACULTURA

Em uma era em que os reinos eram conquistados a força, Jesus disse: "Não é por força nem violência". Quando Israel estava sob o domínio do Império Romano, Jesus iniciou seu ministério com o Sermão do Monte: "Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês”. Mt. 5:3-11. O ano de 2019 será o ano que essa igreja será chamada a viver na contramão do mundo. O ano de 2019 será o ano da profundidade para essa igreja.

ESSA PROPOSTA DE PROFUNDIDADE É PARA QUEM?

Para pessoas como Jacó: Ele era o filhinho queridinho da mamãe, foi criado debaixo da superproteção de Rebeca; Jacó era o cara que enganou seu irmão, seu pai, até encontrar um cara que também era enganador, que o enganou; Jacó era o cara que fugiu. Fugiu porque a sua terra ficou estreita demais para ele; Fugiu para não ser morto pelo seu irmão; Fugiu para não continuar debaixo do domínio de Labão. Até que um dia:

1) Jacó não quis mais fugir e decidiu enfrentar seus problemas. 2) Até que um dia Deus perguntou seu nome e ele teve que dizer quem era: JACÓ, enganador — usurpador — mentiroso. 3) Até que um dia Jacó não quis mais ser quem ele era. Foi nesse tempo que Deus mudou o nome de Jacó, para Israel: Homem que vê Deus. Quando decidimos ser uma pessoa melhor, deixar de ser quem nós somos, Deus começa a nos revelar outro nível de profundidade.

Para pessoas como Isaías: Que quando vê a glória de Deus não consegue mais viver da mesma forma (Ver Is 6:5-7). Até então o profeta Isaías era um profeta que só via o defeito dos outros, mas naquele dia Isaías enxergou o seu defeito, o seu pecado. O pecado de Isaías estava em sua boca, em seus lábios. Esse pecado estava limitando o ministério do profeta. Quando Isaías olhou para si, confessou o seu pecado, Deus o tocou e ele se tornou: O primeiro evangelista, um profeta maior, um ousado profeta. Isaías termina seu livro dizendo: "Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro; tu és o oleiro. Todos nós somos obra das tuas mãos".

Quando decidimos não mais viver da mesma forma, Deus nos faz viver outros níveis. 

Em 2019 nós vamos:

Ler mais a Bíblia; orar mais; evangelizar mais; nos entregar mais; conhecer a Deus mais. Se entregue a esse chamado de Deus para nossa vida.

Deus os abençoe

- Pr. Agnaldo Valadares 

 

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