03/04/2017
Islã tem crescimento significativo na Inglaterra
Desde 2001, nada menos que 500 igrejas em Londres foram fechadas. Em contrapartida, a cidade já conta com 423 novas mesquitas
Redação CPIMW

Mesquita Central de Birmingham, Inglaterra, uma das primeiras construídas no Reino Unido (fonte: Wikipedia)

O cristianismo está perdendo cada vez mais espaço para o islamismo em Londres, capital da Inglaterra. Nas palavras de um dos pregadores islâmicos, Maulana Syed Raza Rizvi, “Londres está mais islâmica do que muitos países muçulmanos”.

O assunto foi tratado em matéria divulgada pelo site do centro de estudos e conselho de política internacional Gatestone Institute, com sede nos Estados Unidos. De acordo com texto assinado por Giulio Meotti, desde 2001, nada menos que 500 igrejas londrinas de todas as denominações foram vendidas e transformadas em casas particulares ou locais de entretenimento. Em contrapartida, a cidade já conta com 423 novas mesquitas. 

A Inglaterra é o berço do anglicanismo (vertente do cristianismo a qual pertencia John Wesley), mas o número de britânicos que se identificam com a religião caiu de 21% para 17% entre 2012 e 2014 – número que representa um decréscimo de 1,7 milhão de pessoas. O de muçulmanos, por sua vez, cresceu em quase um milhão, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Social NatCen.

Demograficamente, a Grã-Bretanha vem ficando cada vez mais islâmica. As cidades mais importantes têm grandes populações muçulmanas: Manchester (15,8%), Birmingham (21,8%) e Bradford (24,7%).

Uma explicação para o fenômeno é o fator idade. Cerca de metade dos muçulmanos britânicos tem menos de 25 anos, enquanto um quarto dos cristãos já passou dos 65. “Em mais 20 anos haverá mais locais muçulmanos ativos do que igrejas”, avalia o líder ateísta Keith Porteous Wood.

A estimativa, aliás, já é que, em 2020, o número de muçulmanos ultrapasse o de cristãos em solo inglês. A expectativa é que haja 683 mil praticantes do Islã, com o número de cristãos praticantes caindo para 679 mil. “A nova paisagem cultural das cidades inglesas chegou. A paisagem homogeneizada e cristã da religião do Estado está em recuo”, avalia Ceri Peach, da Universidade de Oxford.

O texto ainda chama atenção para o recente ataque na Ponte de Westminster, ocorrido em março deste ano e que provocou a morte de cinco pessoas. O autor do atentado foi identificado como Khalid Masood, britânico de 52 anos e adepto ao islamismo. Radicais islâmicos são uma constante ameaça, embora o prefeito da cidade, Sadiq Khan, que é muçulmano, tenha amenizado o acontecimento. "Os terroristas não suportam o multiculturalismo de Londres", disse.

Meotti diz ainda: “Os muçulmanos não precisam se tornar a maioria no Reino Unido; só precisam gradualmente islamizar as cidades mais importantes. Essa mudança já está ocorrendo. ‘Londrestão’ não é um pesadelo de maioria muçulmana, é um híbrido cultural, demográfico e religioso em que o cristianismo declina e o Islã avança.”

A edição de abril do Voz Wesleyana traz em sua matéria de capa reportagem especial sobre os desafios do evangelismo na Europa e o crescimento significativo dos muçulmanos, sobretudo na Inglaterra. 

(Fonte: Gospel Prime/ gatestoneinstitute.org)

 

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