13/03/2017
O drama de Ana
A perseverança de Ana mudou sua história

Ao adentrarmos para a vida terrena, não temos a menor ideia do que poderá nos sobrevir, e ainda bem que na infância não somos levados a nos preocupar com o futuro. Porém, a medida em que o tempo passa e vamos amadurecendo, começamos a perceber que não somos imunes às dificuldades existentes aos que habitam o planeta terra.

Sempre que a Bíblia reserva um espaço para comentar a respeito da vida de alguém, certamente tem um propósito com isso, seja para que aprendamos com os seus erros e não venhamos cometer a mesma insensatez que ele, ou possamos tomar como exemplo o seu modo de viver, a fim de que sejamos bem-sucedidos ao enfrentar os desafios que a vida nos oferece.

A pessoa a quem me detenho a tecer um comentário trata-se de uma mulher israelita que vivera no período de Juízes, cujo nome era Ana. A situação dela era dramática; sem condições de gerar filhos, era frustrada e inferiozada, considerando que na cultura da época, uma mulher por ser estéril não era vista com bons olhos e facultava ao marido o direito de ter outras mulheres ou concubinas para que pudesse dar continuidade à sua descendência.

Para agravar a situação de Ana, ela tinha um desafeto, a outra mulher de Elcana, seu marido. A mesma a humilhava porque gerava filhos, enquanto que Ana continuava com o seu drama. Muito embora o seu marido a amasse, mas não podia atender ao seu grande desejo, que era gerar filhos. “Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou melhor do que dez filhos?” (I Sm 1.8).

Enquanto o tempo passava, a angústia aumentava e o seu sonho parecia cada vez mais distante; ela partiu para a oração, o que seria seu último recurso. Todavia, deparou-se com um obstáculo, pois para sua surpresa, fora repreendida por quem deveria ajudá-la, no caso, o sacerdote Eli, que a censurou e considerou-a como inconveniente para estar na casa de Deus, atribuindo-lhe embriaguez quando se encontrava em oração. “Eli a teve por embriagada e lhe disse: Até quando estarás embriagada? Aparta de ti este vinho! Porém Ana respondeu: Não Senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho e nem bebida forte; porém venho derramando minha alma perante o Senhor” (I Sm 1.13-15).

É interessante observarmos que quando nos voltamos para Deus de todo o coração, Ele nos ouve e vem em nosso socorro, e sempre nos surpreende, fazendo muito além do que podemos imaginar. Portanto, vale a pena superarmos os obstáculos que procuram impedir-nos de chegar à presença do Altíssimo, pois uma vez lá chegando, as nossas dificuldades são dissipadas pela sua gloriosa presença, e mesmo em meio às aflições, a sua graça nos basta.

A perseverança de Ana fez com que a sua história fosse mudada. Primeiramente, teve a gloriosa experiência de conhecer melhor a Deus. Em segundo lugar, teve o seu pedido atendido, e isso de forma milagrosa, uma vez que a sua madre fora aberta, e as feridas de sua alma foram saradas. Em terceiro lugar, obteve mais do que pediu. “Visitou, pois o Senhor a Ana, que concebeu, e deu à luz três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do Senhor” (I Sm 2.21). 

O desdobramento daquela oração, trouxe paz ao coração de Ana, viu calar aquela que a humilhava, deu uma grande contribuição para Israel, cujo filho tornara-se sacerdote, juiz e profeta. Mas não parou por aí. Ainda hoje somos edificados ao meditarmos sobre o que Deus fez na vida de Ana e de seu filho Samuel.

Que haja em nós esta mesma disposição para oração, mesmo quando tudo parece conspirar contra nós. Não há outra arma mais poderosa do que a oração, por isso vale a pena recorrer a ela em todos os embates da vida.

Bispo Elisiário Alves dos Santos é superintendente da 2ª Região Eclesiástica

 

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